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Loops — o conceito

Nenhum loop está documentado ainda. Esta página é o conceito: o que é loop engineering, o que separa um loop de uma automação, e a régua pra dizer se algo que já existe aqui é um loop de verdade. Os loops em si — o de desenvolvimento, o de grooming — vêm depois, cada um na sua página.

Loop engineering

Loop engineering é a disciplina de projetar e operar ciclos autônomos de agentes que descobrem, executam, verificam, corrigem e param — sem intervenção humana contínua.

É a evolução natural do prompt engineering: o prompt engineer otimiza uma entrada pra conseguir uma saída melhor; o loop engineer projeta o sistema que vive ao redor do prompt — o gatilho que decide quando rodar, o sensor que verifica se deu certo, o critério que decide se tenta de novo, e a condição que faz tudo parar.

O prompt é commodity. O loop é o diferencial.

Por que "loop": ciclo fechado

Um agente isolado é ferramenta pontual — você pergunta, ele responde, acabou. Um loop é um sistema que vive:

┌──────────┐    ┌──────────┐    ┌───────────┐    ┌──────────┐
│ GATILHO  │───►│ EXECUTAR │───►│ VERIFICAR │───►│ DECIDIR  │
└──────────┘    └──────────┘    └───────────┘    └────┬─────┘
                                                      │
              ▲───────────────────────────────────────┘
                        repete · ou para

A diferença está no terceiro e no quarto passo. O loop não termina na primeira resposta: ele avalia o resultado contra um critério objetivo, decide se está bom, e só então encerra ou tenta de novo. Sem VERIFICAR e DECIDIR, não é loop — é script com prompt dentro.

O que separa loop de automação tradicional

Automação tradicional Loop
regra fixa (if/then) critério verificável, que pode ser re-interpretado
execução única ciclo com sensor, retry e memória
sem checagem pós-execução verificação explícita + checker independente
sem gate humano gate obrigatório no ponto de não-retorno
auditoria opcional registro obrigatório do que é irreversível
escala por volume escala por confiança — o loop para quando não tem certeza

A última linha é a que mais muda o desenho: um loop bem feito desiste e chama gente, em vez de seguir adiante com meia certeza.

Os oito princípios

A régua completa está em docs/harness/loop-engineering.md; em uma linha cada:

Princípio Pergunta que ele força
P1 objetivo verificável como a máquina sabe, sozinha, que deu certo?
P2 limites explícitos o que ela não pode fazer, mesmo que consiga?
P3 sensor por estágio cada etapa tem como provar que funcionou?
P4 reversibilidade se errar, dá pra voltar — ou o erro é definitivo?
P5 checker independente quem verifica é diferente de quem executou?
P6 memória entre runs o run de amanhã herda o que o de hoje aprendeu?
P7 bound no recurso caro qual é o teto de tokens, tempo, tentativas?
P8 gate no ponto de não-retorno onde exatamente um humano tem que dizer sim?

P5 é o mais violado. Agente que verifica o próprio trabalho encontra o que espera encontrar — daí o padrão de quem constrói ser um agente e quem julga ser outro, com modelo diferente.

Tipos de loop

Tipo Como funciona Bound por
single-agent um agente descobre, executa e verifica iterações
fleet agentes especializados passam o bastão, com hand-off explícito escopo de cada um
open com checkpoints reage a estado externo que muda por conta própria regra de negócio
scout roda em background, observa, reporta ou age quando detecta padrão frequência

Os dois loops da Menos Juros

A teoria sustenta dois loops aqui, e o gatilho é o que os separa:

  • Loop de issues — gatilho: um achado do comitê, ou você criando issue sem projeto. Vai de achado/ideia até código em produção. Já roda.
  • Loop de novos projetos — gatilho: to-project, que cria o projeto. Iniciativa grande, planejamento com humano junto. Em construção.

Fonte hand-authored dos dois: docs/harness/loop-engineering.md e docs/harness/regenerative-loop.md.

Loop, rotina, workflow — não confunda

Esta é a distinção que justifica a seção existir separada de rotinas:

O que é Exemplo daqui
rotina o agendamento — dispara na hora marcada scout-log, todo dia 21h
workflow a orquestração determinística de um trecho .claude/workflows/monitoring.js
loop o ciclo fechado com verificação e critério de parada (a documentar)

Uma rotina pode ser o gatilho de um loop, e um workflow pode ser o corpo dele — mas nenhum dos dois é um loop por si. A monitoração de produção, por exemplo, é uma rotina: ela varre, atribui e reporta todo dia, mas não itera sobre o próprio resultado até um critério fechar. É o gatilho perfeito pra um loop de correção — que ainda não existe.