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Agentes

Um agente é quem executa: um shell despachador que recebe uma tarefa, identifica qual skill ela pede, e roda só aquela skill. Ele não improvisa — a skill é a autoridade, e o agente é o invólucro que a carrega com o modelo e as ferramentas daquele papel.

São quatro, e a divisão é por etapa do ciclo, não por assunto. Isso é o que evita dois agentes disputando o mesmo trabalho:

To scout ──► Reach ──► To build ──► Review ──► Check ──► Monitoring ──► Done
  scout      reach       build      monitor    VOCÊ      monitor
inventaria   planeja    constrói    revisa    mergeia     soak

Cada agente trabalha pra passar pro próximo

O produto de um elo não é o relatório dele: é o insumo que o próximo precisa pra começar. Por isso cada um tem uma barra de entrega, e ela não é burocracia — é o que o elo seguinte consome:

Elo Recebe A barra pra avançar Sem isso, o próximo…
agente-scout card cru em To scout bug: causa com arquivo:linha + sinal de reprodução · resto: PRD + fatias planeja em cima de sintoma, não de causa
agente-reach card pesquisado em Reach PRD com critério de aceite verificável + fora de escopo implementa o recorte que ele mesmo inventou
agente-build card aprovado em To build PR draft + suíte rodada de verdade + subtasks sincronizadas revisa sem saber se passa, e valida por opinião
agente-monitor PR em Review · entrega em Monitoring veredito explícito · soak de 14 dias limpos com uso mergeia no escuro, ou fecha soak sem evidência

Lido de trás pra frente, fica óbvio o que cada barra protege: critério de aceite que não dá pra checar faz o monitor validar por opinião; causa sem sinal de reprodução faz o build "corrigir" sem saber se corrigiu. É por isso que não fechar é resultado válido e não avança — card que passa sem a barra transfere o buraco pro próximo elo, onde custa mais caro descobrir.

Os dois gates humanos ficam nas duas transições que mudam o custo do erro: Reach → To build (alguém vai gastar tempo implementando) e Check (vai pra produção). Nenhum agente atravessa esses dois sozinho.

Agente Papel Pergunta model effort
agente-scout inventaria o estado real qual é a situação, de verdade? sonnet medium
agente-reach cria o plano/material o que vamos construir, com que critério de aceite? opus high
agente-build constrói/produz como isso vira código, teste, tela, doc? sonnet high
agente-monitor acompanha e valida confere com inventário, plano e regras? opus high

O par sonnet constrói / opus julga não é economia cega: quem produz trabalha em cima de um plano já fechado, e quem revisa precisa enxergar o que o produtor não viu. Errar na revisão custa mais que errar na primeira tentativa, porque a revisão é a última rede.

O que cada um recusa fazer

A fronteira é a parte útil. Quando a tarefa não casa com nenhuma skill da cesta, o shell não improvisa: responde qual dos outros três é o dono.

Agente Faz Não faz
agente-scout observa e relata; em produção é read-only não conserta código, não decide escopo
agente-reach PRD, issues, modelo de domínio não implementa e não revisa/mergeia
agente-build código, testes, telas, documentação — sempre PR draft nunca mergeia nem deploya; não decide escopo
agente-monitor revisa, triage, veta, fala com o humano não produz e não mergeia — quem mergeia é o humano

Duas consequências que valem saber de cor:

  • Só o monitor fala com o humano em nome do comitê. Os outros três reportam pra ele, que decide o canal. É o que impede quatro remetentes disparando no mesmo horário.
  • O build entrega PR draft, sempre. Ninguém do comitê mergeia. O merge é o gate humano.

Como as skills se distribuem

Cada agente tem uma cesta: as skills que ele pode despachar. Duas skills têm dois donos, e nos dois casos o critério é o modo, não o assunto:

  • backlog-scout — VARREDURA (listar tickets elegíveis) roda no scout; EXECUÇÃO (implementar um ticket em worktree isolado) roda no build.
  • impeccable — lentes de produção (design, polish, harden, animate) rodam no build; lentes de monitoração do design system (critique, audit) rodam no monitor.

As réguas (priorize, estimate, criticidade, modelo-effort) e a linear não pertencem a ninguém: são de todos. Catálogo completo em skills.

Trabalho em paralelo

Paralelismo é instância paralela do mesmo shell, não um agente novo: duas instâncias do build, uma rodando to-build e outra test-writer, é o padrão de implementar e testar ao mesmo tempo sem ping-pong.

Antes de abrir subagente, os quatro passam pela matriz inteligência × volume da régua modelo-effort: inteligência sobe o degrau, volume desce, e num fan-out a inteligência se paga no juiz, não nos coletores.